Você sabia que pode participar das decisões políticas como voluntário?

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Tudo o que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciência da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação”. Assim o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, mostrava a necessidade de todos estarem atentos ao que se passa ao seu redor.

Para o criador da Campanha Contra a Fome, a Miséria e pela Cidadania, uma das formas de a pessoa decidir seus próprios rumos é integrar entidades que lutem por causas de interesses coletivos. “A cidadania pressupõe ação”, atesta Daniel Polo, professor de Desenvolvimento Social do Senac de Jundiaí, São Paulo. “E essa ação, na maior parte das vezes, é voluntária”.

Há várias formas de agir, de acordo com os interesses de cada um. “O que vale é a causa”, continua Polo. “A pessoa deve se engajar com questões que considere importante. Precisar estar no que acredita. Isto é fundamental para a democracia”.

Uma das maneiras de realizar um trabalho voluntário ligado à política do dia a dia consiste em participar de conselhos de políticas públicas. Previstos pela Constituição, eles são uma forma de a sociedade civil participar da implementação de ações governamentais em diversos níveis, opinar sobre elas e mesmo propor regras. Hoje em dia, muitos municípios possuem este tipo de órgão, pois o recebimento de recursos de fundos setoriais, como da Saúde e da Educação, está condicionado a sua existência.

Em geral, são instituídos pelas câmaras de vereadores para que as pessoas possam opinar sobre a aplicação de fundos ou a elaboração de políticas. Contam com membros do Estado, indicados pelo governo, e da sociedade civil, eleitos. A maneira de funcionar, no entanto, varia de acordo com as regras de criação de cada entidade.

O professor Polo, por exemplo, é conselheiro da Criança e do Adolescente de Jundiaí, onde mora. A cada 15 dias, reúne-se para debater a aplicação do fundo da área na cidade. “O mais interessante é que qualquer um pode opinar, mesmo como ouvinte”, ressalta. Porém, os votos são restritos aos conselheiros (veja na página do Conselho Nacional da Juventude como criar um órgão desse tipo)

Outras formas de participação são grêmios estudantis e associações de bairros, por exemplo. Nas escolas, a organização de uma entidade de alunos pode servir não só para que os estudantes façam reivindicações como para o próprio aprendizado. Organizando-se, os jovens precisam debater, aprender a falar e ouvir para decidirem sobre as ações que realizarão. Além disso, passam a reivindicar melhorias na escola e podem até, com o trabalho voluntário, encontrar uma vocação profissional. Além, é claro de ter um ambiente escolar melhor.

No caso das associações de moradores, o resultado do engajamento é uma rua ou um bairro melhor. Em geral, habitantes de uma área se reúnem para organizar melhor o espaço, agendando mutirões de limpeza e fazendo reivindicações ao poder público para obter mais atenção com sua área.

Independente da forma, o que importa é estar atento ao que se passa em seu meio e procurar mudar o que te incomoda. Assim se é verdadeiramente cidadão.

Fonte: Portal do Voluntario

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